domingo, 22 de fevereiro de 2009

Vôo



Theres a lump in my throat and an ache in my heart
Theres tears in my eyes, cos were an ocean apart
Theres nothing quite as real as being on my own
Nothing quite as true as being all alone
This bird has flown
But when the summer has passed she'll come back home

Love, come wing your way
Sweet bird of passage, come home to stay
Love, come wing your way
Sweet bird of passage, come home to lay with me
May you stay with me forever

With the change of seasons, she flies her nest
And like the sun at dusk, she sets to the west
Loneliness is the cross I bear
Solitude is the cloak I wear
I miss you, I need you, I love you
When the autumn comes Ill be waiting for you

Love, come wing your way
Sweet bird of passage, come home to stay
Love, come wing your way
Sweet bird of passage, come home to lay with me
May you stay with me foreverForever, forever, forever

"Bird of Passage", The Mission

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Uma mão cheia de pequenos nadas









Eternidade

devagar, o tempo transforma tudo em tempo.
o ódio transforma-se em tempo, o amor
transforma-se em tempo, a dor transforma-se
em tempo.

os assuntos que julgámos mais profundos,
mais impossíveis, mais permanentes e imutáveis,
transformam-se devagar em tempo.

por si só, o tempo não é nada.
a idade de nada é nada.
a eternidade não existe.
no entanto, a eternidade existe.

os instantes dos teus olhos parados sobre mim eram eternos.
os instantes do teu sorriso eram eternos.
os instantes do teu corpo de luz eram eternos.

foste eterna até ao fim.

José Luís Peixoto

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Longe



"Far Away" - Anathema

Temo

Como se ama o calor e a luz querida,
A harmonia, o frescor, os sons, os céus,
Silêncio, e cores, e perfume, e vida,
Os pais e a pátria e a virtude e a Deus:

Assim eu te amo, assim; mais do que podem
Dizer-to os lábios meus, — mais do que vale
Cantar a voz do trovador cansada:
O que é belo, o que é justo, santo e grande
Amo em ti. — Por tudo quanto sofro,
Por quanto já sofri, por quanto ainda
Me resta de sofrer, por tudo eu te amo.
O que espero, cobiço, almejo, ou temo
De ti, só de ti pende: oh! nunca saibas
Com quanto amor eu te amo, e de que fonte
Tão terna, quanto amarga o vou nutrindo!
Esta oculta paixão, que mal suspeitas,
Que não vês, não supões, nem te eu revelo,
Só pode no silêncio achar consolo,
Na dor aumento, intérprete nas lágrimas

Gonçalves Dias