quinta-feira, 5 de janeiro de 2006

Ossos


Quantas vezes caminhei pela praia à espera que viesses.
Luas inteiras.
Praias de cinza invadidas pelo vento.
Quantas estações quantas noites indormidas.
Embranqueceram-me os cabelos.
E só hoje quando exausto me deitei em mim reparei que sempre estiveste a meu lado.
Na cal frágil dos meus ossos.
Nas hastes do mar infiltradas no sangue.
Na película dos meus olhos quase cegos.

Casimiro de Brito

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