sábado, 31 de março de 2007

Abismo e Coisa Nenhuma

Uma troca simples de mãos para que a melodia vingue
no andamento em quenos reconhecemos.
Uma fracção de tempo,um disparo
para que se entreteçam as pedras, os blocos de fogo.

Hoje disponho o mar ante os teus olhos, a tempestade,
a crueza sistemática das coisas, essa chuva que arde
neste efémero instante
que corta a costa, a barra, o farol.

De onde venho? Correspondo a que uivo
nesta solidão entre o abismo e coisa nenhuma?

Amadeu Baptista

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