Será que tu e eu, um dia de novo voaremos
entre as pombas dos espaços,
em voos de magia?
Será que encontraremos a paz doce e tranquila
de quem só pretendia ser feliz
nessa procura de fazer aquilo que nunca fez,
que nunca conseguiu, mas que de sempre quis?
Ou vamos continuar esta traição
da insignificância que nos basta,
traindo a própria vida,
nada mais sendo que aquilo que nos arrasta
em vã continuação?
Para cada qual o seu pequeno mundo,
o seu pequeno lote das grandes ilusões,
a sua poça de água, e não o mar sem fundo,
e nunca mais o ideal supremo das paixões.
Mas no momento final da caminhada,
na hora da verdade, na hora da chegada,
que ao menos não esqueçamos
o procurar intenso e o desejar profundo,
dos voos infinitos no céu dos corações!
Jeremias
Sem comentários:
Enviar um comentário