
Não sou mais do que um fundo poço.
Sou extremista em individualismo, em determinação, em teimosia e em solidão. Em egoísmo, em ambição, em amor-próprio. Desafio-me com facilidade para lutas cegas, exijo sempre metas distantes, invejo todo o saber, autorizo-me a qualquer tipo de iniciação. Tudo me urge. (…)
Se eu próprio me bastasse, fugiria para sempre. Do teu corpo, das mãos quentes. Mas sou frágil como um grão de neve.
Derreto-me com leves sussurros e a ternura estonteia-me.
Sofro de constante abstinência de amor.
Pedro Paixão
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