Nada fica de nada. Nada somos.
Um pouco ao sol e ao ar nos atrasamos
Da irrespirável treva que nos pese
Da humilde terra imposta,
Cadáveres adiados que procriam.
Leis feitas, estátuas vistas, odes findas —
Tudo tem cova sua. Se nós, carnes
A que um íntimo sol dá sangue, temos
Poente, por que não elas?
Somos contos contando contos, nada.
Ricardo Reis, in "Odes"
domingo, 29 de maio de 2011
sábado, 28 de maio de 2011
Mármore
Caressing the marble and stone
Love that was special for one
The waste in the fever I heat
How I wish you were here with me now
Body that curls in and dies
And shares that awful daylight
Warm like a dog round your feet
How I wish you were here with me now
Hangman looks round as he waits
Cord stretches tight then it breaks
Someday we will die in your dreams
How I wish we were here with you now.
Ian Curtis
Love that was special for one
The waste in the fever I heat
How I wish you were here with me now
Body that curls in and dies
And shares that awful daylight
Warm like a dog round your feet
How I wish you were here with me now
Hangman looks round as he waits
Cord stretches tight then it breaks
Someday we will die in your dreams
How I wish we were here with you now.
Ian Curtis
quinta-feira, 26 de maio de 2011
Abraça o silêncio
Embrace the silence and listen to me. Our time is short and my words are pure. For every song the angels sing and for every leaf that falls, I will be thinking of you and I'll blow you a kiss. I used to dream of the blue in your eyes, now my dreams are color blind. Clenching my fist to crush this pain, Its always the hate in my smile that devours me. Transcending down far beneath my means. A final breath of you to keep with me. Infantile tears are melting the morning snow. And shiver I will, for the heat in you is gone. Never forget to smile as you look upon this world. Somewhere I'll remain alone thinking of the morning past.
Paul Kuhr
segunda-feira, 23 de maio de 2011
Nocturna Consciência
Se te queres matar, por que não te queres matar?
Ah, aproveita! que eu, que tanto amo a morte e a vida,
Se ousasse matar-me, também me mataria...
Ah, se ousares, ousa!
De que te serve o quadro sucessivo das imagens externas
A que chamamos o mundo?
A cinematografia das horas representadas
Por actores de convenções e poses determinadas,
O circo policromo do nosso dinamismo sem fím?
De que te serve o teu mundo interior que desconheces?
Talvez, matando-te, o conheças finalmente...
Talvez, acabando, comeces...
E, de qualquer forma, se te cansa seres,
Ah, cansa-te nobremente,
E não cantes, como eu, a vida por bebedeira,
Não saúdes como eu a morte em literatura!
Fazes falta? Ó sombra fútil chamada gente!
Ninguém faz falta; não fazes falta a ninguém...
Sem ti correrá tudo sem ti.
Talvez seja pior para outros existires que matares-te...
Talvez peses mais durando, que deixando de durar...
A mágoa dos outros?... Tens remorso adiantado
De que te chorem?
Descansa: pouco te chorarão...
O impulso vital apaga as lágrimas pouco a pouco,
Quando não são de coisas nossas,
Quando são do que acontece aos outros, sobretudo a morte,
Porque é coisa depois da qual nada acontece aos outros...
Primeiro é a angústia, a surpresa da vinda
Do mistério e da falta da tua vida falada...
Depois o horror do caixão visível e material,
E os homens de preto que exercem a profissão de estar ali.
Depois a família a velar, inconsolável e contando anedotas,
Lamentando a pena de teres morrido,
E tu mera causa ocasional daquela carpidação,
Tu verdadeiramente morto, muito mais morto que calculas...
Muito mais morto aqui que calculas,
Mesmo que estejas muito mais vivo além...
Depois a trágica retirada para o jazigo ou a cova,
E depois o princípio da morte da tua memória.
Há primeiro em todos um alívio
Da tragédia um pouco maçadora de teres morrido...
Depois a conversa aligeira-se quotidianamente,
E a vida de todos os dias retoma o seu dia...
Depois, lentamente esqueceste.
Só és lembrado em duas datas, aniversariamente:
Quando faz anos que nasceste, quando faz anos que morreste.
Mais nada, mais nada, absolutamente mais nada.
Duas vezes no ano pensam em ti.
Duas vezes no ano suspiram por ti os que te amaram,
E uma ou outra vez suspiram se por acaso se fala em ti.
Encara-te a frio, e encara a frio o que somos...
Se queres matar-te, mata-te...
Não tenhas escrúpulos morais, receios de inteligência! ...
Que escrúpulos ou receios tem a mecânica da vida?
Que escrúpulos químicos tem o impulso que gera
As seivas, e a circulação do sangue, e o amor?
Que memória dos outros tem o ritmo alegre da vida?
Ah, pobre vaidade de carne e osso chamada homem.
Não vês que não tens importância absolutamente nenhuma?
És importante para ti, porque é a ti que te sentes.
És tudo para ti, porque para ti és o universo,
E o próprio universo e os outros
Satélites da tua subjetividade objetiva.
És importante para ti porque só tu és importante para ti.
E se és assim, ó mito, não serão os outros assim?
Tens, como Hamlet, o pavor do desconhecido?
Mas o que é conhecido? O que é que tu conheces,
Para que chames desconhecido a qualquer coisa em especial?
Tens, como Falstaff, o amor gorduroso da vida?
Se assim a amas materialmente, ama-a ainda mais materialmente,
Torna-te parte carnal da terra e das coisas!
Dispersa-te, sistema físico-químico
De células nocturnamente conscientes
Pela nocturna consciência da inconsciência dos corpos,
Pelo grande cobertor não-cobrindo-nada das aparências,
Pela relva e a erva da proliferação dos seres,
Pela névoa atómica das coisas,
Pelas paredes turbihonantes
Do vácuo dinâmico do mundo...
Álvaro de Campos, in "Poemas"
Ah, aproveita! que eu, que tanto amo a morte e a vida,
Se ousasse matar-me, também me mataria...
Ah, se ousares, ousa!
De que te serve o quadro sucessivo das imagens externas
A que chamamos o mundo?
A cinematografia das horas representadas
Por actores de convenções e poses determinadas,
O circo policromo do nosso dinamismo sem fím?
De que te serve o teu mundo interior que desconheces?
Talvez, matando-te, o conheças finalmente...
Talvez, acabando, comeces...
E, de qualquer forma, se te cansa seres,
Ah, cansa-te nobremente,
E não cantes, como eu, a vida por bebedeira,
Não saúdes como eu a morte em literatura!
Fazes falta? Ó sombra fútil chamada gente!
Ninguém faz falta; não fazes falta a ninguém...
Sem ti correrá tudo sem ti.
Talvez seja pior para outros existires que matares-te...
Talvez peses mais durando, que deixando de durar...
A mágoa dos outros?... Tens remorso adiantado
De que te chorem?
Descansa: pouco te chorarão...
O impulso vital apaga as lágrimas pouco a pouco,
Quando não são de coisas nossas,
Quando são do que acontece aos outros, sobretudo a morte,
Porque é coisa depois da qual nada acontece aos outros...
Primeiro é a angústia, a surpresa da vinda
Do mistério e da falta da tua vida falada...
Depois o horror do caixão visível e material,
E os homens de preto que exercem a profissão de estar ali.
Depois a família a velar, inconsolável e contando anedotas,
Lamentando a pena de teres morrido,
E tu mera causa ocasional daquela carpidação,
Tu verdadeiramente morto, muito mais morto que calculas...
Muito mais morto aqui que calculas,
Mesmo que estejas muito mais vivo além...
Depois a trágica retirada para o jazigo ou a cova,
E depois o princípio da morte da tua memória.
Há primeiro em todos um alívio
Da tragédia um pouco maçadora de teres morrido...
Depois a conversa aligeira-se quotidianamente,
E a vida de todos os dias retoma o seu dia...
Depois, lentamente esqueceste.
Só és lembrado em duas datas, aniversariamente:
Quando faz anos que nasceste, quando faz anos que morreste.
Mais nada, mais nada, absolutamente mais nada.
Duas vezes no ano pensam em ti.
Duas vezes no ano suspiram por ti os que te amaram,
E uma ou outra vez suspiram se por acaso se fala em ti.
Encara-te a frio, e encara a frio o que somos...
Se queres matar-te, mata-te...
Não tenhas escrúpulos morais, receios de inteligência! ...
Que escrúpulos ou receios tem a mecânica da vida?
Que escrúpulos químicos tem o impulso que gera
As seivas, e a circulação do sangue, e o amor?
Que memória dos outros tem o ritmo alegre da vida?
Ah, pobre vaidade de carne e osso chamada homem.
Não vês que não tens importância absolutamente nenhuma?
És importante para ti, porque é a ti que te sentes.
És tudo para ti, porque para ti és o universo,
E o próprio universo e os outros
Satélites da tua subjetividade objetiva.
És importante para ti porque só tu és importante para ti.
E se és assim, ó mito, não serão os outros assim?
Tens, como Hamlet, o pavor do desconhecido?
Mas o que é conhecido? O que é que tu conheces,
Para que chames desconhecido a qualquer coisa em especial?
Tens, como Falstaff, o amor gorduroso da vida?
Se assim a amas materialmente, ama-a ainda mais materialmente,
Torna-te parte carnal da terra e das coisas!
Dispersa-te, sistema físico-químico
De células nocturnamente conscientes
Pela nocturna consciência da inconsciência dos corpos,
Pelo grande cobertor não-cobrindo-nada das aparências,
Pela relva e a erva da proliferação dos seres,
Pela névoa atómica das coisas,
Pelas paredes turbihonantes
Do vácuo dinâmico do mundo...
Álvaro de Campos, in "Poemas"
domingo, 22 de maio de 2011
Pó
Não restará na noite uma só estrela.
Não restará a noite.
Morrerei e comigo irá a soma
Do intolerável universo.
Apagarei medalhas e pirâmides,
Os continentes e os rostos.
Apagarei a acumulação do passado.
Farei da história pó, do pó o pó.
Estou a olhar o último poente.
Oiço o último pássaro.
Lego o nada a ninguém.
Jorge Luis Borges, in "A Rosa Profunda"
Não restará a noite.
Morrerei e comigo irá a soma
Do intolerável universo.
Apagarei medalhas e pirâmides,
Os continentes e os rostos.
Apagarei a acumulação do passado.
Farei da história pó, do pó o pó.
Estou a olhar o último poente.
Oiço o último pássaro.
Lego o nada a ninguém.
Jorge Luis Borges, in "A Rosa Profunda"
quarta-feira, 18 de maio de 2011
Mas um dia...
I shout and call for rejoicing
I hear the sound of angel wings
Escape us as we close the ring
And into the fire we will fall
Our desire, our flame, our call
So be it, once for all
And you are the dream and I am the lie
I am the Devil and you are my disguise
I'm all the pain you always tried to keep inside
Love in chains
We break free
There is a time
For you and me
Not today
Not tomorrow
But one day our sorrow
Shall go away
All our being is spellbound
A black magic hellhound
Let us have another round for our love
Many hours we shall wait
But it will never be to late
In life or death we'll intergrate one day
Trough rain and stormy weather
Shall always be together
Together here forever
Forever...
Tiamat
I hear the sound of angel wings
Escape us as we close the ring
And into the fire we will fall
Our desire, our flame, our call
So be it, once for all
And you are the dream and I am the lie
I am the Devil and you are my disguise
I'm all the pain you always tried to keep inside
Love in chains
We break free
There is a time
For you and me
Not today
Not tomorrow
But one day our sorrow
Shall go away
All our being is spellbound
A black magic hellhound
Let us have another round for our love
Many hours we shall wait
But it will never be to late
In life or death we'll intergrate one day
Trough rain and stormy weather
Shall always be together
Together here forever
Forever...
Tiamat
domingo, 15 de maio de 2011
Noite eterna
One night it happened
The morning never came
It has been snowing ever since
The plague of cold harvests the land
And only few still wait for the sun
Cities are buried under white curse
Remains of the man lay on the glacial ground
The monuments of ice curve upon us
Leading our way to the bitter end
One night it happened
The morning never came
The clocks tick anew this same hour of dark
And if we had only known
That it would last forever
We would have forgiven ourselves
And let the snow bury us together
One night it happened
The morning never came
Now it's been seven years ever since
The season of dark fell upon us
And only few still wait for the sun
Swallow the Sun
The morning never came
It has been snowing ever since
The plague of cold harvests the land
And only few still wait for the sun
Cities are buried under white curse
Remains of the man lay on the glacial ground
The monuments of ice curve upon us
Leading our way to the bitter end
One night it happened
The morning never came
The clocks tick anew this same hour of dark
And if we had only known
That it would last forever
We would have forgiven ourselves
And let the snow bury us together
One night it happened
The morning never came
Now it's been seven years ever since
The season of dark fell upon us
And only few still wait for the sun
Swallow the Sun
sábado, 14 de maio de 2011
Despertar
Durmo. Se sonho, ao despertar não sei
Que coisas eu sonhei.
Durmo. Se durmo sem sonhar, desperto
Para um espaço aberto
Que não conheço, pois que despertei
Para o que inda não sei.
Melhor é nem sonhar nem não sonhar
E nunca despertar.
Fernando Pessoa, in "Cancioneiro"
Que coisas eu sonhei.
Durmo. Se durmo sem sonhar, desperto
Para um espaço aberto
Que não conheço, pois que despertei
Para o que inda não sei.
Melhor é nem sonhar nem não sonhar
E nunca despertar.
Fernando Pessoa, in "Cancioneiro"
Nudez do Vidro
O outono
por assim dizer
pois era verão
forrado de agulhas
a cal
rumorosa
do sol dos cardos
sem outras mãos que lentas barcas
vai-se aproximando a água
a nudez do vidro
a luz
a prumo dos mastros
os prados matinais
os pés
verdes quase
o brilho
das magnólias
apertado nos dentes
uma espécie de tumulto
as unhas
tão fatigadas dos dedos
o bosque abre-se beijo a beijo
e é branco
Eugénio de Andrade, in "Véspera da Água"
por assim dizer
pois era verão
forrado de agulhas
a cal
rumorosa
do sol dos cardos
sem outras mãos que lentas barcas
vai-se aproximando a água
a nudez do vidro
a luz
a prumo dos mastros
os prados matinais
os pés
verdes quase
o brilho
das magnólias
apertado nos dentes
uma espécie de tumulto
as unhas
tão fatigadas dos dedos
o bosque abre-se beijo a beijo
e é branco
Eugénio de Andrade, in "Véspera da Água"
sexta-feira, 13 de maio de 2011
Consciência sufocada
Les gestes sont des regrets
Qu'un temps mort accentue;
L'énergie se perd, les envies se trainent,
Chaque phase de malaise altère la raison.
Humeurs instables inavouées,
Faiblesse des sens et frustration
Etouffant la conscience.
Je m'écoeure.
Salissure intérieure;
Les corps sont des réfuges aux caresses
Rendus inodores dès qu'ils gerbent leur semence.
Un vide permanent endormira les restes.
Amesoeurs
Qu'un temps mort accentue;
L'énergie se perd, les envies se trainent,
Chaque phase de malaise altère la raison.
Humeurs instables inavouées,
Faiblesse des sens et frustration
Etouffant la conscience.
Je m'écoeure.
Salissure intérieure;
Les corps sont des réfuges aux caresses
Rendus inodores dès qu'ils gerbent leur semence.
Un vide permanent endormira les restes.
Amesoeurs
quinta-feira, 12 de maio de 2011
For in time, even memories may die...
In a moments passing, swept away in death's final embrace.
Through unlit corridors of purest oblivion.
Submerged in a sea of darkness without end.
To feel nothing...hear nothing...for a thousand eternities.
In the silence below, do we dream of life?
In a dark union with the earth, bearer of lost life.
The morrow shall never arrive in thy slumber of ages
Behold the destiny of all, an unforgiving end.
The burial of flesh begins the return to dust
Just under the sighing of the wind.
I can hear you weeping from below the cold soil.
Maddened by grief, I kneel beside your grave.
For in time, even memories may die...
Evoken - Quietus
Through unlit corridors of purest oblivion.
Submerged in a sea of darkness without end.
To feel nothing...hear nothing...for a thousand eternities.
In the silence below, do we dream of life?
In a dark union with the earth, bearer of lost life.
The morrow shall never arrive in thy slumber of ages
Behold the destiny of all, an unforgiving end.
The burial of flesh begins the return to dust
Just under the sighing of the wind.
I can hear you weeping from below the cold soil.
Maddened by grief, I kneel beside your grave.
For in time, even memories may die...
Evoken - Quietus
domingo, 8 de maio de 2011
Nós o vento
O mar é longe, mas somos nós o vento;
e a lembrança que tira, até ser ele,
é doutro e mesmo, é ar da tua boca
onde o silêncio pasce e a noite aceita.
Donde estás, que névoa me perturba
mais que não ver os olhos da manhã
com que tu mesma a vês e te convém?
Cabelos, dedos, sal e a longa pele,
onde se escondem a tua vida os dá;
e é com mãos solenes, fugitivas,
que te recolho viva e me concedo
a hora em que as ondas se confundem
e nada é necessário ao pé do mar.
Pedro Tamen, in "Daniel na Cova dos Leões"
e a lembrança que tira, até ser ele,
é doutro e mesmo, é ar da tua boca
onde o silêncio pasce e a noite aceita.
Donde estás, que névoa me perturba
mais que não ver os olhos da manhã
com que tu mesma a vês e te convém?
Cabelos, dedos, sal e a longa pele,
onde se escondem a tua vida os dá;
e é com mãos solenes, fugitivas,
que te recolho viva e me concedo
a hora em que as ondas se confundem
e nada é necessário ao pé do mar.
Pedro Tamen, in "Daniel na Cova dos Leões"
sábado, 7 de maio de 2011
Tudo o que...
All that you touch
And all that you see
All that you taste
All you feel
And all that you love
And all that you hate
All you distrust
All you save
And all that you give
And all that you deal
And all that you buy
Beg, borrow or steal
And all you create
And all you destroy
And all that you do
And all that you say
And all that you eat
And everyone you meet
And all that you slight
And everyone you fight
And all that is now
And all that is gone
And all that's to come
And everything under the sun is in tune
But the sun is eclipsed by the moon
"There is no dark side of the moon really. Matter of fact it's all dark."
Pink Floyd
And all that you see
All that you taste
All you feel
And all that you love
And all that you hate
All you distrust
All you save
And all that you give
And all that you deal
And all that you buy
Beg, borrow or steal
And all you create
And all you destroy
And all that you do
And all that you say
And all that you eat
And everyone you meet
And all that you slight
And everyone you fight
And all that is now
And all that is gone
And all that's to come
And everything under the sun is in tune
But the sun is eclipsed by the moon
"There is no dark side of the moon really. Matter of fact it's all dark."
Pink Floyd
segunda-feira, 2 de maio de 2011
domingo, 1 de maio de 2011
Quem eras afinal?
Sim, preferi deixar-te,
abandonando
a dádiva de encontrar-te.
Quem eras afinal?
Qual a estrela que te guiava?
Qual a cor dos teus dias?
Qual o segredo que em ti eu tentei desvendar?
Abandonei-te.
No entanto,
na minha vida
talvez fosses o leite
capaz de me curar.
Saúl Dias, in "Vislumbre"
abandonando
a dádiva de encontrar-te.
Quem eras afinal?
Qual a estrela que te guiava?
Qual a cor dos teus dias?
Qual o segredo que em ti eu tentei desvendar?
Abandonei-te.
No entanto,
na minha vida
talvez fosses o leite
capaz de me curar.
Saúl Dias, in "Vislumbre"
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