De cada amigo sinto falta das palavras;quem sabe sinto ainda mais falta
do som de cada amigo.
Desejaria agora mais carne na memória,
o gosto dos ossos nos meus dedos.
Desejaria agora vencer a nostalgia
que aperfeiçoa tudo, arrasa causas
e evidencia o êxito das perdidas.
Desejaria agora ter-me equivocado.
Por ter aprendido
a deter aquelas coisas que entretanto perdi.
Escudo
de esquecimentos e de medos,
e fonte
das chagas que permanecem, porque tu és a carne da essência.
Chuva de ouro e mel
ainda que não te veja
surgindo das palavras do corpo e da mente.
"5" e "Amizade", Daniel Martínez
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