quarta-feira, 10 de janeiro de 2007

Demolição

a teia do olhar
as duas mãos no rosto

descrevo-te o silêncio sob os lábios
juntos
agora celebrando as delicadas sedes
e rindo sobre a haste
onde a saliva tarda

o tacto é uma arma onde o esplendor devora
os sinuosos dedos
e paira sobre o ardor
onde incendeio os pulsos

o amor é uma dança

a demolir-me o peito

Carlos Nogueira Fino

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