segunda-feira, 19 de fevereiro de 2007

Não Sinto

Não sinto nada
Já nada me fascina
Vivemos uma existência cinzenta
Olhamo-nos ao espelho
E o que vemos são reflexos
Das outras pessoas
Tristes, vazias, ocas
Não há príncipes encantados
Nem princesas para salvar
Quando temos algo que nos faz felizes
Buscamos a infelicidade
Vivemos de corações partidos
Bebemos as lágrimas
As nossas e as dos outros
Ninguém pode ser feliz
Ou ninguém quer ser feliz?
Estaremos destinados a esta vida miserável
Sem esperança, fria e escura
Quero sentir nem que seja dor

Quero sentir seja o que for

MM

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