Um momento, deixa-me
Não és tu quem quero, ver-te
turva o sentido desta realidade,
da ponte sobre o tejo,
cacilhas, o inverno
de temporais lá para dezembro.
Procuro-te no descampado
irreal das madrugadas, escadinhas
da praia acima, escolas gerais,
costa do castelo numa pequena
melodia sem parecença sem ninguém.
Por isso, esqueçamos
coisas por dizer, hábeis
silêncios, loas,
porque o sentimento em
ti posto se entrelaça em meias-águas.
Uma pausa,
um abanar de cornos
e a paisagem voltará,
estou certo,
com seu insolente ímpeto,
sua altiva harmonia.
Fernando Luís Sampaio
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